Por: Raphael Mesquita

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Alguns confundem com tristeza, outros acham que depressão é fraqueza que não necessita de tratamento; confira a resposta dos especialistas sobre esse mal
Leonardo Gama Filho e Rita Jardim respondem as principais dúvidas sobre depressão e apontam as saídas para superar o problema. 

O que provoca a doença? 
Luto, alterações de sono e apetite, transtorno de humor, esquizofrenia, ansiedade, doenças como mal de Parkinson, uso de drogas lícitas e ilícitas, demências e efeito colateral de remédios. 

Quais os principais sintomas? 
Desânimo até para atividades prazerosas, desinteresse geral, cansaço físico e mental, pessimismo, culpa, diminuição do desejo sexual, alterações de sono e apetite. Se tais sintomas durarem mais de duas semanas, busque ajuda. 

Não ter ânimo é um aviso? 
Apatia (perda de motivação) é sério sinal da depressão. Mas também pode vir de doenças doloridas física e psiquicamente (ex: câncer e aids). 

Pode ser fuga da realidade? 
Ficar deprimida não é mera tristeza, “fossa” , fraqueza ou fuga da realidade. É uma doença grave, que afeta muito a forma como a pessoa se sente em relação a si mesma e exige cuidados. 

Ocorre em qualquer idade? 
Sim, mas é duas vezes mais freqüente em mulheres do que em homens. Crianças de ambos os sexos são igualmente afetadas e, em geral, apresentam dores de cabeça e estômago, irritabilidade e retraimento social. Já os idosos costumam ter falta de memória e de atenção e de capacidade de orientação. 

Quais os tratamentos? 
Recomenda-se a associação de psicoterapia e remédios antidepressivos. Por meio dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), sem custos, a vítima pode fazer uma avaliação e dar início ao tratamento com psiquiatras, terapeutas ocupacionais e outros especialistas. Os remédios indicados pelos médicos são fornecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em qualquer posto de saúde. Mais informações: www.saude.gov.br/bvs/saudemental ou 0800-611997.