Por: Raphael Mesquita

Foto destaque

Bom Dia Brasil - Saúde - 


Especialistas dizem que dar ouvidos ao ritmo do próprio corpo pode fazer com que atividades diárias rendam mais. 

Você sabe a quantas bate o seu relógio biológico?

Especialistas dizem que dar ouvidos ao ritmo do próprio corpo pode fazer com que as atividades diárias rendam muito mais. 

Para identificar o ritmo do corpo não é tão difícil. O humor é um ótimo termômetro.

Segundo médicos, o ritmo biológico é controlado internamente de acordo com a temperatura corporal. Ou seja, não adianta lutar contra algo que já é da nossa natureza.

Desde que começou a estudar à noite, Bruna diz que consegue prestar mais atenção nas aulas. “Era bastante difícil acordar de manhã e eu vivia com sono nas aulas. À noite dá me concentrar mais”, compara a estudante. 

Cada um de nós tem um relógio biológico diferente. Por isso, uma pessoa pode ter mais disposição de manhã, outra à tarde e uma terceira estar com toda a energia à noite. É preciso respeitar o que o professor chama de ritmo interno.

“Uma pessoa sonolenta ou com ritmo alterado apresenta alterações de humor. A pessoa fica mais irritável. Uma pessoa que normalmente não xinga no trânsito é capaz de meter a mão na buzina, fazer gestos obscenos, é capaz de levantar a voz ou a mão para um filho coisa que não faria”, explica professor de fisiologia da Universidade de São Paulo (USP), Luiz Menna Barreto.

Mecanismos químicos que acontecem de forma diferente em cada organismo determinam o ritmo interno. Um deles é uma espécie de termômetro biológico.

A temperatura corporal muda quando estamos mais ou menos alertas. No sono profundo, o corpo está mais frio, perto dos 35ºC. 

Nessa hora é mais difícil acordar. Quando a temperatura atinge os 36ºC, qualquer luz ou estímulo sonoro nos faz despertar. Ao longo do dia, nosso sangue fica mais quente: chega aos 37ºC. Neste momento estamos prontos para qualquer atividade.

Perguntas simples podem ajudar a descobrir qual o seu ritmo interno. Você depende do despertador para acordar? A que horas do dia se sente mais disposto? Se pudesse escolher faria atividade física de manhã ou à noite?

“Se você força muito, se está bocejando e fazendo exercício, alguma coisa não está em ordem, não está adequada no seu corpo. 

O exercício deve ser feito, mas precisamos ver qual o melhor período para fazer este exercício para fazer com que ele se torne benéfico e não traga prejuízos”, diz o herbiatra Maurício de Souza Lima.

O professor explica ainda que durante os fins de semana, o nosso ritmo fica mais lento. O relógio interno bate mais devagar, como se o dia passasse a ter 25 horas e não mais 24.

Além da irritação, quem desrespeita o relógio biológico enfrenta outros problemas: perda de memória, aumento de peso, uma sensação permanente de cansaço. Mas é difícil conciliar esse relógio biológico com o relógio social, aquele que é imposto pela rotina diária, pelo trabalho, pelos filhos...