Por: Professor Mesquita

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Pesquisas demonstraram relação inversa entre atividade física e risco de doenças, principalmente nos exercícios de intensidade leve e moderada. 

Em 1 de janeiro de 2014 ao assumir a presidência do Departamento de Ergometria, Exercício, Esporte e Reabilitação da Soc. Bras. de Cardiologia, defini uma missão clara junto com meus colegas, tornar rotina do cardiologista, o estímulo para as atividades físicas e esportivas saudáveis dos seus pacientes.

Tanto os cardiologistas, como os outros profissionais médicos e não médicos, tem se preocupado em alertar e orientar sobre a prática sadia de exercícios físicos, sempre focando SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA.

A cura e controle das doenças foi uma das causas de aumento da longevidade no mundo e mesmo no Brasil, porém o envelhecimento trouxe um problema para o qual os governantes ainda não se mexeram. Como dar qualidade de vida para os que envelhecerem? Uma das saídas que a medicina mostra é a atividade física regular. 

Várias sociedades médicas divulgaram seus dados estatísticos sobre as vantagens dos exercícios regulares para a saúde. No Brasil o evento científico “BRASIL PREVENT”, discutiu ser tarefa também do governo, facilitar o acesso da população às atividades físicas e esportivas.

A redução dos riscos das doenças degenerativas principalmente circulatórias, como também do câncer, por meio da atividade física atingiu 51%, e surpreendentemente, ocorreu maior redução em mulheres que em homens (33 x 22%).

A quantidade de atividade física foi calculada em função de minutos por semana, onde foi chamada de básica, a atividade de 150 minutos por semana, e atividade avançada o gasto semanal de 300 minutos, reforçando o conceito que qualquer atividade é benéfica (critérios do “US 2008 Physical Activity Guidelines”).

Os resultados demonstraram uma relação inversa entre atividade física e risco de doenças, principalmente nos exercícios de intensidade leve e moderada, com redução adicional de risco, associada a exercícios de alta intensidade.

A conclusão é que 150 minutos semanais de atividade física moderada é benéfica à saúde e que melhoras adicionais são obtidas com 300 minutos por semana, devendo o médico estimular sempre, qualquer intensidade de exercício, de acordo com as condições clinicas obtidas na consulta ou na avaliação médica de pré-participação.

Eventos até fatais e acidentais podem ocorrer, porém a atividade física por si não é a principal causa desses problemas e sim o uso de substâncias ilegais e mesmo as legais, mas proibidas (anabolizantes), excessos físicos descontrolados e principalmente doenças não diagnosticadas ou não valorizadas.