Por: Professor Mesquita

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Animação nem sempre é sinônimo de filmes infantis.

Procura-se filmes de verdade para crianças, e para crianças de verdade. Procura-se filmes encantadores, que não contenham sarcasmo, piadas racistas ou sexistas. Que contenham músicas, mesmo que de início pareçam bregas, mas que daqui a alguns anos farão as crianças se lembrarem dos ‘bons tempos’ ao ouvi-las no rádio.

Você já reparou na quantidade de filmes infantis que surgem no cinema? Principalmente nos meses de férias, como janeiro e julho, uma avalanche de animações invadem as salas e mentes das crianças. Animações, não mais desenhos animados. Em 2009, com o lançamento de “A Princesa e o Sapo”, a Disney inovou justamente por produzir um filme em – pasmem – desenho animado.

Para citar o clássico dos clássicos: “O Rei Leão”, de 1994, é um dos maiores sucessos infantis da Disney. O filme conta a história de Simba, um leão que por motivos dramáticos, se perde de seu reino na floresta. É cheio de músicas marcantes, como “Can You Feel The Love Tonight”, do Elton John. O longa ainda fala sobre lealdade e da eterna batalha do bem contra o mal, quando Simba enfrenta o tio Oscar.

Porém, ultimamente o que se tem visto nas salas de cinema, são filmes de animação com temática cada vez mais adultas. Claro que isso não é ruim, muito pelo contrário. Filmes reflexivos são sempre bem vindos, mas não são infantis. Se você está procurando filmes para os baixinhos (by Xuxa), fique longe desses aqui:

Shrek (2001) – O mais ‘anti-Disney’ de todos os filmes de animação, tira sarro das músicas dos contos de fada da empresa do Mickey. Pássaros, borboletas e princesas têm funções diferentes aqui: também cantam Led Zepellin e fazem vinganças. Apesar de muitos pais acreditarem ser um filme infantil, está longe disso. É preciso ter uma experiência mínima para entender as sacadas e piadas. A trilha sonora, composta por Smash Mouth, realça a témática para ‘crianças crescidas’.

Wall E (2008) – No futuro, a humanidade foi soterrada por seu próprio lixo. A empresa BNL, a única do mundo, envia seres humanos para o espaço sideral, a bordo de uma estação espacial. Wall E, um robô ultrapassado, trabalha sozinho recolhendo o lixo durante 700 anos, e conhece uma robô, EVA, por quem se apaixona.

Up – Altas Aventuras (2009) – maravilhoso filme sobre um vendedor de balões de 78 anos, que vive sozinho. Russell, um garotinho escoteiro tenta oferecer ajuda e é ignorado. A partir daí, eles viverão uma grande aventura. Mais um filme para adultos, lindo, porém sério demais para crianças.

Os Fantasmas de Scrooge (2009) – A história é antiga e se baseia no conto de natal mais famoso (do mundo?) de Charles Dickens. Ebenezer Scrooge é avarento e maltrata os funcionários, até que recebe a visita dos fantasmas dos natais passados. É assustador, tem gritos e sustos. Não recomendável para crianças.

Toy Story 3 (2010) – Lançado 15 anos após o primeiro, conta a história dos brinquedos de Andy, que estão bem vivos no terceiro filme da série. O filme é lindo, com lições sobre moral e lealdade, mas recheado de piadas adultas, sobre o Ken, por exemplo. É um filme para as ‘crianças’ com 15 anos a mais que acompanharam o primeiro.

E vem por aí…

Enrolados (2010) – Uma aposta de “Shrek” da Disney, conta a história da Rapunzel de uma forma diferente… Clique para ver o trailer.

Com tanta necessidade de reinvenção, principalmente no cinema infantil, que antes era tomado por clássicos de princesas, musicais, passarinhos e etc., daqui a pouco clichê mesmo será produzir os nada infantis filmes para crianças.