Por: Professor Mesquita

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E as aulas começaram e com elas vem a maratona dos pais. Principalmente para as mamães que tem dupla jornada de trabalho.
Mas com uma bom planejamento e a colaboração de toda a família, com certeza tudo poderá se transformar em alegria e bom aprendizado.
Nós brasileiros temos uma grande tendência em jogar responsabilidades nossas, de pais, em cima dos professores e da Escola, assim como em outros seguimentos também de nossas vidas como cidadãos. A culpa nunca é nossa é sempre do governo, da escola...enfim eu nunca sou culpado de nada, sempre vou arrumar uma desculpinha para não me condenar, concordam comigo???
A boa educação começa dentro de nossos lares. O grande incentivo tem que partir de nós papais e mamães.
Temos o dever e a obrigação de participar ativamente da vida escolar de nossos filhos. Fazendo parte seja no for dentro do ambiente escolar.
Mostrar-se presente sempre, custe o que custar só assim garantiremos o futuro de nossas crianças.
Sei que possa parecer difícil, mas se faz necessário maior participação dos pais junto aos seus filhos desde a tenra idade.

clique na imagem e leia para te ajudar um pouco mais::..
ATIVIDADE FÍSICA MELHORA DESEMPENHO ESCOLAR


Lição de casa para os pais
Seleções ouviu 672 professores de todo o Brasil em uma pesquisa online em janeiro de 2009. Confira o que os professores e mestres do seu filho gostariam de dizer a você.
Por Claudia Rodrigues

71% dos professores gostariam de dizer: “Ajudar seu filho com a lição de casa não significa deixá-lo copiar tudo da Internet.”

“Já vi aluno que não só imprimiu páginas com cabeçalho e rodapé do site, como também distribuiu cópias do mesmo material para os amigos”, conta o professor de Física José Carlos Antonio, que leciona há 26 anos e hoje dá aulas na rede pública de ensino em Santa Bárbara do Oeste, Campinas. “A maioria dos pais não tem o menor controle sobre o que os filhos fazem na escola”, alerta José Carlos. Mas o trabalho facilitado requerido pela cópia pode embotar o raciocínio. “Para que um conceito seja assimilado é preciso estabelecer e confrontar relações, senão não há aprendizado”, explica o professor Antônio Zuin, do Departamento de Educação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e autor do livro Adoro odiar meu professor.

Como ajudar seu filho a fazer lição de casa: monitore o uso que seus filhos fazem da Internet. “Depois de pesquisar na rede, o mais importante é que o estudante possa tirar as próprias conclusões sobre o que leu. Tomar como seu um texto de outra pessoa, sem citar o nome do autor, é crime de plágio”, alerta Zuin.

51% dos professores gostariam de dizer: “Quando eu era criança, se eu fosse mal nos estudos, meus pais culpavam a mim – não aos professores. O seu filho também é responsável por suas notas nas provas e desempenho em sala de aula .”

“Antigamente a escola era encarada como uma instituição onde se ingressava para aprender, respeitando-se as regras e o modo de trabalho. Reclamar não era prerrogativa do aluno para resolver suas dificuldades”, lembra o professor José Carlos. “Hoje o aluno acha que a escola tem de se adequar a ele. E os pais já chegam ao colégio defendendo os filhos, sem antes refletir sobre o comportamento deles.” José Carlos completa: “O aluno entra na escola sem objetivos e espera do colégio apenas um meio de travar relações sociais. A escola funciona como um ‘orkut presencial’.”

Como despertar responsabilidade com a escola em seu filho: ajude seu filho a levar o estudo a sério. Verifique se os deveres de casa foram feitos conforme o que foi pedido. Acompanhe a agenda escolar e ajude-o a ter autodisciplina, estabelecendo horários de estudo.

50% dos professores gostariam de dizer: “Não acredito que você converse com seu filho. Apenas 15 minutos por dia de conversa fariam toda a diferença.”

“Às vezes um bom aluno fica desatento, e suas notas caem. Basta uma conversa para que ele revele, por exemplo, sua aflição com o fim de um namoro”, conta a pedagoga Cássia Ravena Mulin de Assis Medel. “Isso sinaliza a falta de diálogo em casa”, diz Medel, que lecionou Inglês e Espanhol por 18 dos 25 anos no magistério.

Como conversar com seu filho: as longas jornadas de trabalho dos pais não justificam o desconhecimento da rotina dos filhos. “Demonstrem interesse pela vida deles, pelo que fazem dentro e fora da escola”, aconselha a professora.

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43% dos professores gostariam de dizer: “Você faz trabalhos de casa maravilhosos, mas é ao seu filho que eu estou tentando ensinar a matéria.”

Na ânsia de ajudar, ou vencidos pelo cansaço, muitos pais acabam prejudicando os filhos ao resolverem os exercícios por eles. “Leva-se mais tempo para orientar uma criança do que para fazer a tarefa no lugar dela. Sem perceber, os pais vão criando uma preocupante relação de dependência. Mais adiante, quando se virem sozinhas, elas não conseguirão dar conta das questões”, atesta Medel. “O objetivo do dever de casa é reforçar a aprendizagem, e não fazer com que o aluno entenda em casa o que não compreendeu durante a aula. As dúvidas devem ser levadas para a escola no dia seguinte”, esclarece a orientadora.

Como ajudar seu filho com trabalhos escolares em casa: estabeleça horários para seu filho estudar. Dê liberdade para ele realizar sozinho o dever de casa, mas esteja disponível caso ele sinta dificuldade.

 

 

33% dos professores gostariam de dizer: “Crianças precisam se distrair depois do colégio. Tudo bem se ele quiser assistir um pouco à TV ou jogar videogame.”

“Não tem como uma criança passar o dia todo estudando. A brincadeira a deixa motivada e favorece resultados positivos na escola”, afirma Medel. Mas fique atento se a diversão do seu filho limitar-se a televisão, videogames ou computador. “São atividades que só devem ser permitidas em doses homeopáticas”, defende o professor Antônio Zuin.

Como estabelecer a hora de brincar: a hora da brincadeira é sagrada, mas é melhor que a hora de brincar seja depois de cumpridos os deveres de casa.

 

 

32% dos professores gostariam de dizer: “Você não está sendo realista quanto às verdadeiras habilidades de seu filho.”

“É natural que os pais tenham expectativas exageradas e avaliações generosas em relação aos filhos, mas isso gera conflitos quando são apontados defeitos e dificuldades reais dos alunos”, relata o professor José Carlos. Também há pais que projetam carreiras para os filhos como a de advogado ou de engenheiro e lotam a agenda deles com atividades extracurriculares. “O melhor é procurar observar as aptidões da criança e optar por uma escola que desenvolva suas potencialidades”, aconselha a professora Maria Ângela Barbato Carneiro, da Faculdade de Educação da PUC de São Paulo.

Como identificar os talentos do seu filho: encoraje seu filho e comemore as boas conquistas dele. Ajude-o com estratégias para aumentar a autoconfiança. Mas não queira transferir para ele suas expectativas e frustrações profissionais. Seja realista.

 

 

30% dos professores gostariam de dizer: “Por que eu deveria abrir mão do meu tempo livre para uma reunião de pais quando você mesmo não tem interesse em participar?”

Nas reuniões de pais e professores fica visível a falta de participação dos responsáveis na vida escolar dos filhos. “Nos corredores é comum ouvirmos que nas reuniões comparecem apenas os pais dos alunos que não têm problemas. Talvez estejamos diante de uma geração de abandonados”, arrisca o professor José Carlos.

Como se comportar na reunião escolar: encare a reunião como uma oportunidade de ouvir quem mais convive com seu filho além de você: professores e coordenadores da escola.

 

 

16% dos professores gostariam de dizer: “Seu filho é tão bagunceiro! Você não deveria esperar que eu conseguisse educá-lo.”

“A falta de limites em casa se reflete na sala de aula. E, se os pais discordam da punição e teimam em defender os filhos, estes percebem e não respeitam mais o professor”, diz a psicopedagoga Marisa Rosa Paula Knob. Há alguns anos a professora Maria Ângela conta que repreendeu um aluno durante a aula e ouviu dele: “Meu pai paga a escola e você é minha funcionária.”

Como lidar com a indisciplina do seu filho: confie na escola e valorize o trabalho do professor. “Hoje conhecemos mais os alunos que seus próprios pais. Sem parceria não vamos a lugar algum”, acredita Marisa Knob.

 

 

15% dos professores gostariam de dizer: “Por favor, certifique-se de que seu filho toma banho antes de ir à escola.”

“Não temos como fazer de conta que problemas como este não existem. Embora em número reduzido, dois ou três alunos numa turma de 30, é uma questão delicada, que precisa ser abordada”, revela a orientadora Cássia Medel. “O ideal é, em vez de chamar a atenção do aluno individualmente, abordar o tema da higiene de forma geral, durante a reunião de pais”, aconselha ela.

Como garantir a higiene do seu filho: converse com seus filhos sobre a importância da higiene, na saúde e para o convívio social, e fique sempre atento aos hábitos dele, como tomar banho, escovar os dentes e vestir roupas limpas todos os dias.

 

 

Outras observações importantes que alguns professores gostariam de fazer:

1 - Trate seu filho como gente, não como uma máquina que precisa ser alimentada com presentes.

2 - O professor é fundamental na formação intelectual, mas são os pais que têm o dever de educar.

3 - Participe mais e faça seu filho ser mais responsável. Isso também é uma demonstração de amor.

4 - A ausência dos pais na educação dos filhos não deve ser compensada com aparelhos eletrônicos, como televisão.

5 - Não podemos cobrar aquilo de que não damos exemplo na nossa conduta diária. Seja o melhor espelho do seu filho

 

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Faça do seu filho um aluno nota 10


 

 

 

O dever da família

 

As dez principais descobertas dos especialistas sobre quando e como os pais podem ajudar a despertar nos filhos a curiosidade intelectual e fazê-los alcançar um desempenho melhor nos estudos

1. Ter livros em casa
E, no caso de filhos pequenos, ler para eles. O hábito, cultivado desde cedo, faz aumentar o vocabulário de forma espantosa. Segundo estudo do americano James Heckman, prêmio Nobel de economia, uma criança de 8 anos que recebeu esse tipo de estímulo a partir dos 3 domina cerca de 12 000 palavras – o triplo de um aluno sem o mesmo empurrão. A diferença se faz sentir na assimilação de conhecimento em todas as áreas. Ao analisar o fato de a Finlândia aparecer sempre na primeira posição nos rankings de educação, um estudo da OCDE confirma: o incentivo precoce à leitura em casa tem um papel decisivo.

 

2. Reservar um lugar tranquilo para os estudos
A ideia é cuidar para que o ambiente ofereça o mínimo necessário: mesa, cadeira, boa iluminação e distância da televisão. Já na pré-escola, os pais podem definir o local e incentivar seu uso diário. Os benefícios, já quantificados, são os esperados: concentrado, o aluno aprende mais e erra menos.

 

3. Zelar pelo cumprimento da lição
Ainda que a criança seja pequena e a tarefa, bem fácil, é importante mostrar a relevância dela com gestos simples, como pedir para olhar o dever pronto ao chegar em casa. Até cerca de 10 anos, monitorar diariamente a execução da lição não é excessivo. Ao contrário. Esse é o momento de começar a sedimentar uma rotina de estudos, com horário e local, mesmo que seja mais uma brincadeira. Um relatório da OCDE não deixa dúvidas quanto às vantagens. Os melhores alunos no mundo todo levam a sério o dever de casa.

 

 4. Orientar, mas jamais dar a resposta certa
Solucionar o problema é uma tentação frequente dos pais quando são acionados a ajudar na tarefa de casa. Não funciona. O que dá certo, isso sim, é recomendar uma leitura mais atenta do enunciado, tentar provocar uma nova reflexão sobre o assunto e, no caso de filhos mais velhos, sugerir uma boa fonte de pesquisas. Se o erro persistir, deixe-o lá. Já se sabe que a correção do professor é decisiva para a fixação da resposta certa.

 

 5. Preservar o tempo livre
Muitos pais, ávidos por proporcionar o maior número de oportunidades aos filhos, lotam sua agenda de atividades fora da escola. O resultado é que sobra pouco tempo para brincar, esse também um momento sabidamente precioso para o aprendizado. Na escola, por sua vez, crianças com rotinas atribuladas demais costumam demonstrar cansaço, o que frequentemente compromete o próprio rendimento.

6. Comparecer à reunião de pais
Mesmo que seja muitas vezes enfadonha, ela proporciona no mínimo uma chance de sentir o ambiente na escola, saber da experiência dos demais alunos e tomar contato com a visão de outros pais. A ida a esses encontros tem ainda um efeito colateral menos visível, mas já bastante estudado: a presença dos pais é uma demonstração de interesse que contribui para o envolvimento dos filhos com a escola.

 

7. Conversar sobre a escola
A manifestação de interesse, por si só, é um indicativo do valor dado à educação pela família. Os efeitos são ainda maiores quando o estudo é tratado como algo agradável e aplicável à vida prática, e não um fardo. Uma recente compilação de estudos, consolidada por um centro de pesquisas do governo americano, mostra que um pai que consegue produzir esse tipo de ambiente em casa aumenta em até 40% as chances de o filho se tornar um bom aluno.

 

8. Monitorar o boletim
No caso de um resultado ruim, o melhor a fazer é definir um plano para melhorar o desempenho – mas não sem antes consultar a escola e avisar o filho de que está fazendo isso. O objetivo aí é estabelecer, junto com o colégio, uma estratégia para reverter a situação e saber qual será, exatamente, sua participação. Está mais do que provado que castigo, nesse caso, não funciona. Só diminui o grau de autoconfiança, já baixa, e agrava o desinteresse pelos estudos.

 

9. Procurar o colégio no começo do ano
É a ocasião em que cabe perguntar, pelo menos em linhas gerais, o que a escola pretende ensinar em cada matéria. Trata-se do mínimo para poder acompanhar tais metas e, se preciso, cobrar sua execução.

 

10. Não fazer pressão na hora do vestibular
O excesso de pressão por parte da família só atrapalha no momento mais tenso na vida de um estudante. À mesa do jantar, os pais darão uma boa contribuição ao evitar falar apenas disso. Mas podem ajudar mais, principalmente zelando para que o ambiente de casa na hora do estudo não fique barulhento demais e para que o filho não se comprometa com muitas atividades. O lazer, no entanto, não deve ser suprimido. É o que dizem os especialistas e os próprios campeões no vestibular: em 2008, os mais bem colocados em dez áreas mantiveram uma pesada rotina de estudos, mas, pelo menos no fim de semana, preservaram algum tempo livre.


Leia a materia na integra aqui.


Eu gostei e muito pois foi exatamente o que fiz quando as minhas crianças estavam na escola e olha que naquele tempo não tinha tanta informação como hoje.
Os tempos eram outros, mas penso que não mudou tanto assim.

Poderá ler também os três artigos abaixo::..

Faça do seu filho um aluni nota 10 aqui
Rotina de três mães aqui
Pais jamais devem fazer lição de casa pelos filhos aqui