Por: Raphael Mesquita

Foto destaque

Pais precisam de atenção redobrada para previnir acidentes 

Mês de julho tem aumento de acidentes em casa, devido às férias 

Redaçao Bem Paraná 

O mês de férias está chegando e o que crianças e adolescentes mais desejam neste momento é liberdade e aproveitar cada minuto do tempo de folga. Mas se para eles esse período significa uma pausa nos estudos, para os pais esse período quer dizer mais trabalho e alguns cuidados. Os adultos precisam de atenção redobrada para prevenir acidentes domésticos que, no mês de julho, se fazem mais presentes.

As pesquisas têm mostrado que os acidentes, em sua maioria, não decorrem da fatalidade ou do destino, mas sim de erros ou omissões humanas na avaliação de riscos. Isso quer dizer, na maior parte das vezes, eles podem sim ser prevenidos.

O acidente doméstico varia de acordo com a faixa etária, sendo os casos mais freqüentes provocados por quedas, armas de fogo, queimaduras, ingestão de medicamentos ou produtos de limpeza, engasgos e afogamentos. Esses acidentes, quando não matam, podem mutilar a criança e até deixar seqüelas neurológicas irreversíveis.

Os ambientes também podem ser desfavoráveis para qualquer tipo de percalço. A inexistência de um esquema organizado em casa, como a falta dos telefones de emergência sempre à mão, e a própria falta de acesso a um telefone, por exemplo, são fatores de risco, assim como o despreparo dos adultos e até das crianças maiores no que diz respeito a técnicas de primeiros socorros.

A pediatra e presidente do Departamento de Segurança da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Renata Waksman, alerta que a melhor maneira de um adulto construir o mapa de prevenção mais eficiente para cada ambiente, seja ele doméstico ou externo - parques e vizinhaça - e circunstância com os quais os jovens convivem, é pensar em se colocar como se fossem eles. E só assim construir estratégias e técnicas para a prevenção, como por exemplo, grades em janelas altas, produtos de limpezas bem fechados e guardados em armário altos, e de preferência trancados, entre outras.

“O importante é cada pessoa ter acesso às informações disponíveis e que, sensibilizada pelo conhecimento sobre o assunto, atue na observação e na avaliação de riscos de seu próprio espaço, interferindo de forma a reduzi-los e a prevenir a ocorrência dos acidentes com as crianças e adolescentes”, diz Renata Waksman.